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O crescimento de 15,5% nas vendas domésticas foi impulsionado por condições promocionais das montadoras, aumento do financiamento automotivo, baixo desemprego e maior confiança do consumidor. As vendas de março/2026 foram as mais altas para esse mês desde 2013. A queda de 18,3% nas exportações reflete a desaceleração da Argentina (-28% no período, segundo ANFAVEA).
A quantidade de veículos cresceu 6,9%, porém abaixo do mercado doméstico (+15,5%), reduzindo o market share para 22,3% (-0,5 p.p.). A Toyota, importante cliente, ainda não recuperou sua posição no ranking de vendas após o evento climático que atingiu sua fábrica de motores em Porto Feliz/SP (4T25). As exportações transportadas caíram 28,9% pela retração da Argentina.
A distância média cresceu 11%, impulsionada pelo aumento da participação nas viagens domésticas (de 1.150 para 1.241 km, +7,9%) e pelo mix mais favorável de destinos. A queda na distância de exportação (-19%) reflete a menor participação de fretes de longa distância, como os da Argentina.
O crescimento de 22,4% reflete o aumento de 6,9% nos veículos, a expansão de 11% na distância média e o crescimento de 59% da Fastline. As deduções cresceram 25,4% (acima do faturamento) pela alteração no recolhimento de ICMS sobre transporte — em vigor desde o 3T25 e com efeito permanente —, gerando R$ 3,9 mi de recolhimento adicional (0,7 p.p. de impacto na margem).
A margem bruta recuou 3,4 p.p. por quatro fatores: (1) impacto tributário do ICMS (-0,7 p.p.); (2) queda dos serviços de Gerenciamento de Pátios — clientes tinham excesso de estoque no 1T25, o que não se repetiu (-1,5 p.p.); (3) ociosidade de pátios alugados para veículos importados esperados no 2T e 3T26; e (4) descasamento temporário do diesel — aumento abrupto em março/26 por conflito no Oriente Médio não repassado a alguns clientes até 31/03.
O EBITDA cresceu 8,3% pelo efeito volume, mas a margem recuou 1,7 p.p. pelos mesmos fatores que pressionaram a margem bruta. A melhora nas despesas da divisão (-9,8%) atenuou parcialmente os impactos. Os fatores de pressão na margem são principalmente repasse atrasado de diesel e pátios ociosos aguardando importação.
A queda de 8,6% decorre da perda parcial de um contrato relevante de transporte de químicos, anunciada no 2T25. A perda tem sido compensada parcialmente por novos contratos e pela expansão de serviços para clientes atuais. O ganho de volume na operação de logística de embalagens contribuiu positivamente.
A margem bruta recuou apenas 0,7 p.p., impactada pela menor diluição de custos fixos pós-perda de receita e pelo impacto do ICMS (+R$ 0,7 mi). O ganho de volume em logística de embalagens compensou parcialmente esses efeitos.
Apesar da queda na receita, a Divisão Integrada expandiu sua margem EBITDA em +2,8 p.p., reflexo da redução de 43,6% nas despesas e de receitas não recorrentes. A eficiência operacional e o controle de custos sustentaram a rentabilidade da divisão.
A receita bruta consolidada cresceu 19,2%, puxada principalmente pela divisão automotiva. As deduções cresceram 22,9% (acima do faturamento) pela mudança no recolhimento de ICMS sobre transporte, vigente desde o 3T25 com efeito permanente, totalizando R$ 4,6 mi adicionais no trimestre.
A margem bruta consolidada recuou 3,1 p.p. pelos três fatores principais: (1) queda dos pátios — demanda extra de estoque no 1T25 não se repetiu; (2) diesel — descasamento temporário no repasse do aumento de março/26; (3) ICMS — efeito permanente da mudança contábil. As despesas caíram 13,4%, atenuando o impacto na margem EBITDA.
O EBITDA cresceu 7,7% pelo crescimento de volume. A margem EBITDA recuou 1,4 p.p. pela queda dos pátios, pelo descasamento do diesel e pelo efeito do ICMS, atenuada pela queda de 13,4% das despesas. Itens não recorrentes nas despesas: redução de R$ 2,2 mi em honorários advocatícios e M&A, e recebimento de R$ 2,5 mi referente ao direito de gestão da folha de pagamento por banco parceiro.
A equivalência patrimonial representa principalmente o resultado de uma joint venture com participação da Tegma. A GDL teve queda expressiva: receita de R$ 53 mi (-21%) com margem líquida de 6% (vs 20% no 1T25). Motivos: (1) queda no volume de partes/peças armazenadas; (2) redução de veículos movimentados; (3) valorização cambial reduzindo receita alfandegada; e (4) ociosidade de pátios alugados em 2025 para atender o pico de importação de veículos previsto até jun/26 (data do próximo aumento do imposto de importação de elétricos).
O resultado financeiro tornou-se negativo pela queda na receita de aplicações financeiras (-66,7%, de R$ 20,2 mi para R$ 6,7 mi). Essa queda reflete a forte redução do caixa após a distribuição de dividendos extraordinários em dezembro/2025 e a contratação de R$ 40 mi em novos financiamentos em 2025. Os juros sobre arrendamento (IFRS-16) recuaram 61,9%, pelo menor prazo restante dos contratos.
O lucro líquido recuou 11,3% (-2,5 p.p. de margem) por três efeitos combinados: (1) queda na margem operacional (pátios, diesel, ICMS); (2) reversão do resultado financeiro após distribuição de dividendos extraordinários em dez/25; e (3) redução da equivalência patrimonial da GDL. A alíquota efetiva de IR/CSLL foi de 32,9% (vs 30% no 1T25) pela menor equivalência patrimonial.
O FCL positivo de R$ 71,2 mi reflete o bom desempenho operacional e a liberação de capital de giro típica dos primeiros meses do ano. A redução vs 1T25 se deve à menor liberação de capital de giro, maior CAPEX (R$ 12,3 mi vs R$ 9,9 mi) e resultado líquido inferior. O CAPEX foi aplicado em: benfeitorias em pátios (R$ 4,3 mi), terreno em Camaçari/BA (R$ 1,5 mi), revitalização de frota (R$ 1,0 mi) e licenças de software/ERP (R$ 2,8 mi).
O caixa líquido de R$ 59 mi resulta de: caixa total R$ 184,2 mi menos dívida bruta R$ 125,2 mi. A reversão vs dez/25 decorre do fluxo de caixa livre do 1T26. A dívida tem 60% dos vencimentos até 2027 a custo médio de CDI +1,34%, e o caixa supera todas as amortizações dos próximos anos.
O ROIC de 30,4% permanece muito acima do custo de capital estimado (12%-17%), evidenciando forte geração de valor. A retração de 1,3 p.p. vs 4T25 decorre da queda no lucro operacional de ambas as divisões. O EVA de R$ 88-121 mi (vs R$ 92-123 mi no 4T25) permanece elevado. Todas as operações e projetos da Tegma passam por avaliação de EVA como critério de viabilidade.
O ROE de 25,3% representa o retorno gerado ao acionista sobre o patrimônio líquido. A redução no trimestre decorre dos mesmos fatores que pressionaram o lucro líquido. O patamar permanece elevado, demonstrando a consistência da Tegma em gerar retorno ao longo dos ciclos. Não houve anúncio de proventos em 2026 — a distribuição extraordinária ocorreu em dezembro/2025.